Marketing B2B completo: estratégias, canais, conteúdo e métricas para gerar demanda e vendas

Marketing B2B completo: estratégias, canais, conteúdo e métricas para gerar demanda e vendas

Leitura: 15–20 min • Atualizado em

Resumo (snippet-bait): Um bom marketing B2B precisa juntar ICP claro, conteúdo por estágio, SEO, LinkedIn, mídia de alta intenção, automações e CRM — tudo alinhado ao time comercial. Aqui vai o passo a passo completo com prioridades, exemplos e KPIs.

1. O que é marketing B2B hoje

Este guia de marketing B2B mostra como atrair as empresas certas, educá-las sobre o problema, apresentar sua solução e entregar ao comercial um lead pronto — com fit, interesse e contexto.

Antes de mais nada, vamos organizar o marketing B2B por etapas para ficar mais claro.

Nos últimos anos, o B2B ficou mais complexo porque:

  • o cliente pesquisa muito mais antes de falar com vendas;
  • há mais decisores (TI, finanças, gestor operacional);
  • as empresas querem ver ROI, prova e processo;
  • e os canais ficaram mais diversos (LinkedIn, webinar, mídia, SEO, eventos, parceiros).

Por isso o marketing B2B precisa ter visão full funnel: Topo (descoberta) → Meio (educação e comparação) → Fundo (pedido de contato, proposta, trial).

2. ICP, persona e comitê de compras no marketing B2B

Sem público bem definido você gasta com mídia e conteúdo que não convertem. Em marketing B2B, ICP e persona são o ponto de partida.

Em seguida, podemos detalhar quem é o cliente ideal e quem decide a compra.

2.1 ICP (Ideal Customer Profile)

É o “tipo de empresa” que você quer. Defina:

  • Segmento: indústria, educação, saúde, tecnologia, serviços.
  • Porte: faturamento ou nº de funcionários.
  • Localização: se atende só Brasil, só região, ou LatAm.
  • Maturidade digital: se já usa CRM, automação, ERP.
  • Momento de compra: crescimento, reestruturação, compliance.

2.2 Persona (decisor)

No B2B quase sempre há mais de uma persona. Exemplos:

  • Diretor/CEO: quer ROI, ganho, diferencial.
  • Gestor da área: quer eficiência e prova de que funciona.
  • Usuário: quer facilidade e suporte.
  • Compras/Financeiro: quer risco baixo, contrato claro.

2.3 Comitê de compras

O conteúdo de marketing B2B deve ajudar o seu contato a vender internamente. Por isso, crie também material para diretoria, técnico e financeiro.

3. Jornada B2B e estágios de consciência

A jornada B2B pode ser vista junto com os níveis de consciência (inconsciente, problema, solução, produto e muito consciente). Cada nível pede um tipo de conteúdo e um CTA.

  1. Inconsciente: não percebe o problema → conteúdo educativo, blog, redes.
  2. Consciente do problema: já vê uma dor → artigos “como reduzir…” “por que…”
  3. Consciente da solução: pesquisa tipos de solução → comparativos, estudos.
  4. Consciente do produto: quer saber por que você → cases, depoimentos, preço.
  5. Muito consciente: pronto para falar → CTA forte para reunião.

4. Estratégias de marketing B2B

4.1 Geração de demanda (Demand Gen)

Objetivo: criar consciência do problema e do custo de não agir. Aqui entram conteúdos de autoridade, social, vídeo curto e relacionamento.

4.2 Geração de leads (Lead Gen)

Objetivo: capturar dados de quem demonstrou interesse. Use landing pages com ofertas como diagnóstico, estudos de caso e planilhas.

4.3 Nutrição e educação

Objetivo: manter o lead aquecido até ter timing interno para comprar. Use automações, newsletters segmentadas e campanhas de reengajamento.

4.4 Conversão e ativação de vendas

Objetivo: entregar leads prontos para o comercial. Use provas (depoimentos, ROI), páginas de solução e CTA “falar com especialista”.

4.5 Retenção e expansão

Em negócios B2B recorrentes, crie campanhas de upsell/cross-sell e de educação contínua.

5. Canais B2B: orgânicos e pagos

Além disso, vale mostrar quais canais realmente trazem lead qualificado.

5.1 Orgânicos

  • SEO e blog: artigos guias, páginas de solução, estudos de caso indexados.
  • LinkedIn: perfis pessoais + empresa, 3–5 posts/semana, bastidores, clientes.
  • YouTube: vídeos mostrando o método.
  • Parcerias: pegar audiência de quem fala com o mesmo público.

5.2 Pagos

  • Google Ads: foco em termos de alta intenção (“consultoria marketing b2b”, “agência b2b”).
  • LinkedIn Ads: segmentação por cargo, setor, tamanho de empresa.
  • Retargeting: para quem visitou páginas estratégicas e não converteu.
  • Social ads: para distribuição de conteúdo.

Por outro lado, quando não há alinhamento com vendas, boa parte do esforço se perde.

5.3 Eventos e webinars

Webinars posicionam, mostram domínio e geram leads quentes. Depois, distribua o replay e chame para reunião.

CanalObjetivoMétrica principalCTA
SEO/Blogatrair busca ativa e educarorgânico, tempo na páginabaixar material / falar com especialista
LinkedIn orgânicoautoridade e relacionamentoengajamento, perfil dos seguidoresver conteúdo / contato
Google Adscaptar alta intençãoCPL, taxa de conversãoformulário / ligação
LinkedIn Adsacertar decisorCPL qualificadodownload / reunião
E-mail / automaçõesnutrir e recuperarabertura, clique, avançoresponder / agendar

6. Matriz de conteúdo B2B (pilar + clusters)

Para ter boa distribuição orgânica em marketing B2B, monte um conteúdo pilar e vários clusters que linkam para ele.

  • “Como definir ICP B2B em 6 passos”
  • “Modelos de SLA entre marketing e vendas”
  • “E-mails para nutrir leads B2B”
  • “LinkedIn Ads vs Google Ads para B2B”
  • “ABM para empresas de tecnologia”
  • “Métricas de marketing B2B no CRM”

7. ABM (Account-Based Marketing) quando o ticket é alto

Use ABM quando você tem lista de contas dos sonhos e quer ir direto nelas.

  1. Liste as contas ideais.
  2. Mapeie decisores.
  3. Crie conteúdo personalizado.
  4. Rode anúncios só para essas contas.
  5. Ative vendas para abordagem 1:1.
  6. Meça conta a conta.

8. Alinhamento marketing + vendas (SLA e CRM)

Crie um SLA para garantir que leads gerados pelo marketing B2B sejam atendidos rápido.

  • MQL: perfil + interesse.
  • Tempo de atendimento: até 2h úteis.
  • Follow-up mínimo: 3 tentativas em 2 dias.
  • Motivo de perda obrigatório no CRM.

9. Métricas e KPIs que realmente importam

Olhe o funil inteiro, não só o número de leads:

9.1 Atração

  • Tráfego orgânico
  • Tráfego pago por campanha
  • Novos visitantes

9.2 Conversão

  • CTR das landing pages
  • CPL por canal
  • % de leads ICP

9.3 Vendas

  • Taxa de contato
  • Leads → oportunidades
  • Propostas → fechados

9.4 Negócio

  • CAC
  • LTV
  • Payback
  • ROI por canal

Como resultado, fica mais fácil medir o que gera oportunidade de verdade.

10. FAQ – dúvidas comuns de marketing B2B

Qual a melhor rede para marketing B2B?

Geralmente LinkedIn, porque você segmenta por cargo e setor. Por exemplo, LinkedIn tende a performar melhor para tickets mais altos. Do mesmo modo, SEO ajuda muito quando existe busca ativa pela solução.

Quantos conteúdos por mês?

4 posts de blog + 1 conteúdo rico + distribuição no LinkedIn já é um bom início.

ABM serve para todo mundo?

Não. Use ABM quando o ticket é alto e existe lista de contas-alvo.

Além do mais, automações de e-mail mantêm o lead aquecido até o momento certo.

11. Próximo passo

Se você quer montar um plano de marketing B2B completo — com ICP, matriz de conteúdo, SEO, LinkedIn, mídia e automações conectadas ao CRM — fale com a Catalisa.

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